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CATEQUESE E LITURGIA – 5. SANTOS PADRES: DEFESA DA DOUTRINA ORIGINAL

21 de abril de 2024   .    Igreja Católica
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Com a expansão do cristianismo pelo empenho na missão apostólica e pelo crescimento do número de comunidades, começou a existir uma preocupação com o conteúdo da doutrina transmitida. Era preciso manter a fidelidade da fé, na autenticidade da doutrina ensinada por Jesus e transmitida pelos apóstolos.

Era por meio da liturgia celebrada e da catequese transmitida que a fé se mantinha preservada. Surge, nesse contexto, o primeiro grupo de defensores da fé e da doutrina cristã contra os mais diversos ataques. Esses sábios professores e defensores da fé são chamados de Santos Padres, Padres da Igreja ou Padres apologistas. Dentre outros, destacam-se: Irineu (140-200), Justino (165), Clemente de Alexandria (150-215), Basílio (330-379), Gregório (335-394), Orígenes (185-253), Tertuliano (160-220) e Cipriano (258).

Nessa época, a sinodalidade era uma característica forte da Igreja, com assembleias regionais de bispos e outras de maior amplitude territorial. Relevantes nesse período foram três concílios: o de Nicéia (325), que tratou da cristologia e da formulação da fé; o de Constantinopla (381), que reconfirmou as conclusões do Concílio de Niceia, precisando o conceito da divindade do Espírito Santo e estabelecendo o chamado credo niceno-constantinopolitano: e o de Calcedônia (452), que tratou do conceito das duas naturezas, divina e humana, da pessoa de Cristo.

A título de exemplo, o credo resultante do Concílio de Calcedônia iniciava assim: “Todos nós, com voz uníssona, ensinamos a fé num só e mesmo Filho, no Senhor Jesus Cristo, sendo o mesmo perfeito na divindade e o mesmo perfeito na humanidade, o mesmo verdadeiramente Deu e verdadeiramente homem, com alma racional e com corpo, da mesma substancia do Pai quanto à divindade e, quanto à humanidade, da mesma substância que nós, em tudo semelhante a nós, menos no pecado…”

A busca por formular a fé nos primórdios da Igreja era a garantia de sua unidade eclesial.

 

Pe. Humberto Robson de Carvalho
Folheto litúrgico “O Domingo” de 28-04-2024 – nº 22 – ano 92 – remessa V – pagina 4