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Catequese e Liturgia – 3. Iniciação à Vida Cristã (II)

13 de abril de 2024   .    Igreja Católica
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A iniciação à vida cristã era uma realidade presente em algumas comunidades nas origens do cristianismo e que, ao longo do tempo, foi se perdendo. Quanto à metodologia – e não quanto ao conteúdo, que permanece o mesmo dos Evangelhos –, os cristãos se serviram de costumes antigos de religiões pagãs e de outras correntes religiosas para elaborar o processo de iniciação à vida cristã.

A palavra “iniciação” origina-se do latim in-ire, que significa “ir para dentro”. É o processo pelo qual se conduz alguém para entrar na vida de uma comunidade.

No século II, em várias comunidades do Oriente Médio, Grécia, Europa Mediterrânea e Norte da África, a iniciação já fazia parte do processo de evangelização. Nesse período, essa atividade iniciática passou a chamar-se “catecumenato” – palavra de origem grega que significa o processo pelo qual a pessoa é iniciada.

O objetivo dessa iniciação consistia no aprofundamento da fé, como adesão pessoal a Jesus Cristo e a toda a sua revelação. Era o caminho ordinário para conduzir o adulto (e não as crianças) aos mistérios divinos, à conversão, à profissão de fé e à participação na comunidade. O evangelho era a base do ensinamento, o querigma, o anúncio fundamental da fé em Jesus Cristo.

Essa iniciação de origem catequético-litúrgica, com o passar do tempo, foi aos poucos sendo aprovada e regulamentada pelas autoridades eclesiásticas. O processo durava entre três e quatro anos. Era constituído de uma série de ensinamentos (catequese), um conjunto de práticas litúrgico-rituais (imposição das mãos, assinalações, exorcismos, entregas, etc.) e, sobretudo, de um exercício (tirocínio) de vida cristã e prática evangélica. A conclusão desse longo processo ocorria na celebração da Vigília Pascal.

Pe. Humberto Robson de Carvalho
Folheto litúrgico “O Domingo” de 14-04-2024 – nº 20 – ano 92 – remessa III – pagina 4