Seja Bem-vindo, 12 de agosto de 2022

Seja Bem-vindo
12 de agosto de 2022

ECTO-COLO-PLASMIA E CASO BÍBLICO (Dn 5,1-6,1)

12 de julho de 2022   .   
Compartilhe

Iª parte
Livro de Daniel 5,1-6,1
Caro internauta, este caso bíblico é do Primeiro Testamento (Antigo Testamento), do livro chamado profético, de Daniel. No capitulo 5, mais capitulo 6, versículo 1, está a passagem bíblica que vou analisar com você. O por que deste texto bíblico? O próprio título do artigo responde, nele relata um caso de Ectocoloplasmia. Fique atento no capitulo 5, versículo 5.

A tradução da bíblia que selecionei para a análise do artigo é da Bíblia de Jerusalém.

Dn 5,1-6,1
1 O rei Baltazar deu um grande banquete a seus altos dignitários, que eram em número de mil, e diante desses mil pôs-se a beber vinho. 2 Sob o influxo do vinho, Baltazar ordenou que lhe trouxessem as taças de ouro e prata que seu pai Nabucodonosor havia tirado do Templo de Jerusalém, para nelas beberem o rei, seus dignitários, suas concubinas e suas cantoras. 3 Trouxeram-lhe, pois, as taças de ouro e prata arrebatadas ao santuário do Templo de Deus de Jerusalém, e nelas beberam o rei e seus dignitários, suas concubinas e suas cantoras. 4 Eles bebiam vinho e entoavam louvores aos deuses de outro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra. 5 De repente, apareceram dedos de mão humana que se puseram a escrever, por detrás do lampadário, sobre o estuque da parede do palácio real, e o rei viu a palma da mão que escrevia. 6 Então o rei mudou de cor, seus pensamentos se turbaram, as juntas dos seus membros se relaxaram e seus joelhos puseram-se a bater um contra o outro. 7 E logo, aos gritos, mandou chamar os adivinhos, os caldeus e os astrólogos. E disse o rei aos sábios da Babilônia: “Aquele que souber ler essa inscrição, e dela me der a interpretação, será revestido de púrpura, receberá um colar de ouro ao redor do pescoço e ocupará o terceiro lugar no governo do meu reino”. 8 Então acorreram todos os sábios do rei, mas não conseguiram sequer ler a inscrição nem muito menos dar a conhecer a sua interpretação ao rei. 9 O rei Baltazar ficou mais perturbado, mudou de cor e seus dignitários ficaram consternados. 10 A rainha, ao ouvir as palavras do rei e de seus dignitários, entrara na sala do banquete. E, tomando a palavra, disse: “O rei, vive para sempre! Que teus pensamentos não se perturbem e não se mude de cor!” 11 Há um homem, no teu reino, no qual habita o espírito dos deuses santos. Nos dias de teu pai, nele encontrou-se luz, inteligência e sabedoria igual à sabedoria dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu pai, nomeou-o chefe dos magos, adivinhos, caldeus e astrólogos. 12 Portanto, uma vez que nesse Daniel, que o rei cognominou Baltassar, constatou-se um espírito extraordinário, conhecimento, inteligência e arte de interpretar os sonhos, de resolver os enigmas e de desfazer os nós, manda comparecer Daniel e ele te dará a conhecer a interpretação”.

13 Assim foi Daniel introduzido à presença do rei. E disse o rei a Daniel: “És tu Daniel, um dos exilados de Judá, que o rei meu pai trouxe de Judá? 14 Ouvi dizer que o espírito dos deuses habita em ti e que em ti se encontra luz, inteligência e sabedoria extraordinária. 15 Já foram introduzidos à minha presença os sábios e adivinhos, para ler esta inscrição e me dar a conhecer a sua interpretação, mas eles são incapazes de me oferecer o significado da coisa. 16 Ouvi, porém, dizer que tu és capaz de dar interpretações e de desfazer os nós. Se, pois, és capaz de ler as inscrições e de me propor a sua interpretação, serás revestido de púrpura e trarás um colar de ouro ao pescoço, e ocuparás o terceiro lugar no governo do meu reino”.

17 Daniel tomou a palavra e falou, diante do rei: “Fiquem para ti os teus presentes, e oferece a outrem os teus dons. Quanto a mim, lerei esta inscrição para o rei e dar-lhe-ei a sua interpretação. 18 Ó rei, o Deus Altíssimo concedeu o reino, a grandeza, a majestade e a glória a Nabucodonosor, teu pai. 19 Por essa grandeza que Deus lhe dera, tremiam de medo diante dele todos os povos, nações e línguas: ele tirava a vida a quem queria e deixava viver a quem queria; a quem queria exaltava, a quem queria humilhava. 20 Mas, quando seu coração se exaltou e seu espírito se endureceu até à arrogância, ele foi deposto do seu trono real e arrebatam-lhe a glória. 21 Foi expulso do convívio humano e seu coração tornou-se igual ao dos animais; passando a conviver com os asnos, ele se alimentou de erva com os bois; e seu corpo foi banhado do orvalho do céu até ele reconhecer que o Deus Altíssimo é quem lhe apraz. 22 Mas tu, Baltazar, seu filho, não humilhaste o teu coração, embora tenhas sido ciente de tudo isso: 23 tu te levantaste contra o Senhor do Céu, tu mandastes buscar as taças do seu templo e tu, teus dignitários, tuas concubinas e tuas cantoras nelas bebeste vinho e entoastes louvores aos deus de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra, os quais não veem, não compreendem; mas o Deus que detém teu respiro entre suas mãos e de quem dependem todos os teus caminhos, tu não o glorificaste! 24 Por isso, foi por ele enviada a extremidade dessa mão e traçada esta inscrição. 25 A inscrição, assim traçada, é a seguinte: Menê, Menê, Teqel, Parsin. 26 E esta é a interpretação da coisa: Menê – Deus mediu o teu reino e deu-lhe fim; 27 Teqel – tu foste pesado na balança e foste julgado deficiente; 28 Parsin – teu reino foi dividido e entregue aos medos e aos persas”.

29 Então Baltazar ordenou que revestissem Daniel de púrpura e lhe pusessem ao pescoço uma corrente de ouro e proclamassem que ele ocuparia o terceiro lugar no governo do seu reino.

30 Nessa mesma noite, o rei Baltazar foi assassinado.

6,1 e Dario, o medo, tomou o poder, estando já com a idade de sessenta e dois anos.

IIª parte
Versículos mais diretamente analisados
Daniel capitulo 5 versículo 1: O rei Baltazar deu um grande banquete a seus altos dignitários, que eram em número de mil, e diante desses mil pôs-se a beber vinho.
Daniel capítulo 5 versículo 5: De repente, apareceram dedos de mão humana que se puseram a escrever, por detrás do lampadário, sobre o estuque da parede do palácio real, e o rei viu a palma da mão que escrevia.
Daniel capítulo 5 versículo 24: Por isso, foi por ele enviada a extremidade dessa mão e traçada a inscrição.

Informações da Exegese bíblica
Antes de abordar o assunto em si da Ecto-colo-plasmia neste trecho bíblico (especialmente – Dn 5,5), vou trazer algumas informações dos exegetas bíblicos. Estes são estudiosos e interpretes da bíblia. Estas informações são importantes, para não ficarmos tomando ao pé da letra a bíblia, mas situando-a, especialmente o texto analisado em seu contexto e linguagem própria. Isto pode parecer desnecessário, mas não é. Depois destas informações aí sim entraremos na abordagem do fenômeno de Ecto-colo-plasmia.

História ou ficção?
O Exegeta Ivo Storniolo responde esta questão se o texto em questão (Dn 5,1-6,1) é Histórico ou ficção. Ficção aqui não no sentido pejorativo. Ela tem poder de nos dar ensinamento de fé e compromisso com o ser humano importantes. Por isso os autores bíblicos recorrem a esta linguagem.

Veja o que diz Ivo Storniolo: “O episódio não tem qualquer fundamento histórico: Baltazar não era filho de Nabucodonosor nem chegou a reinar; Dario, por sua vez, não era medo nem conquistou a capital do império nem começou uma dinastia real. Como vemos, o autor continua a fazer ficção, servindo-se dela para criticar o imperialismo em geral, principalmente o de Antíoco IV Epífanes.

Continua o tema do episódio anterior, o julgamento do imperialismo, mas de forma bem mais categórica e radical, apontando o fim da história imperialista”. (STORNIOLO, p. 52-53).

“A notícia final (6,1) é ficção: quem derrotou o império babilônico foi Ciro e não Dario, e este último não era medo”. (STORNIOLO, p. 56).

Reflita e analise a segunda parte:
– Ficção aqui não no sentido pejorativo. Ela tem poder de nos dar ensinamento de fé e compromisso com o ser humano importantes.
– “O episódio não tem qualquer fundamento histórico”. Esta afirmativa não quer dizer que o episódio não seja importante e que não traga nenhuma revelação Divina e ensinamento de fé. Reflita.
– Quais os questionamentos você faria a nesta segunda parte deste artigo?

IIIª parte
Continuo nesta terceira parte passando explicação de Dn 5,1-6,1, para depois vermos diretamente a Ectocoloplasmia.

Informações importantes sobre o livro de Daniel dada por Bortolini
Estas informações a seguir que passo nos vem do Exegeta bíblico Pe. José Bortolini:
“O livro de Daniel, assim como se encontra, surgiu num tempo de muitas dificuldades para o povo de Deus: trata-se do período dos Macabeus (II século a.C.), quando os judeus eram oprimidos pela dominação grega dos selêucidas. O livro quer mostrar, portanto, o conflito entre o povo de Deus e os dominadores para daí tirar importantes lições.

O autor emprega linguagem que, para nós, parece muito estranha, pois é cheia de símbolos, imagens e figuras cuja compreensão não atingimos facilmente. Trata-se de uma forma de escrever, chamada apocalíptica, própria pra os tempos difíceis. Esse gênero literário estava muito em voga nesse período e na época do Novo Testamento (Segundo Testamento). Era uma linguagem alternativa, só compreendida e assimilada por quem sofria na pele as consequências da opressão. O principal objetivo desse modo de escrever é animar o povo para a resistência diante dos poderes tiranos e opressores, como a dominação selêucida, com Antíoco IV Epífanes (morto em 164 a.C.).

Servindo-se de visões, que não pretendem adivinhar o futuro, mas falar sobre a situação atual do povo eleito, o autor enfatiza a presença de Deus na história da humanidade, posicionando-se ao lado dos que resistem ao poder absolutizado”. (BORTOLINI, p. 483).

Reflita e analise a terceira parte:
– O que você achou dessas informações bíblicas?
– Quais informações te despertou mais atenção?
– O que você entendeu do gênero literário apocalíptico?

IVª parte
Mais informações de outras fontes
– O livro foi escrito em hebraico, grego e aramaico.
– Sobre a redação do livro, é provável que houve a participação dos hassideus das aldeias.
– Daniel representa resistência. Especialmente do campo, do povo da terra.
– “Embora o texto nos remeta ao tempo do exílio babilônico, na verdade, ele se refere ao período de perseguição de Antíoco IV Epífanes (175-163 a.C.). Deve ter sido editado em torno de 165 a. C.” (GASS, p. 65)
– Pelas contradições apresentadas no livro se percebe que que o livro é uma ficção. Nesta, “Joga para o passado a análise da realidade do momento presente”. (GASS, p. 65)
– Outra contradição: Dn 9,1-2. “Dario não foi filho de Xerxes, mas pai dele. Era persa e não medo. Além disso, não reinou sobre os caldeus ou babilônios, mas reinou entre 522 e 486 a. C.” (GASS, p. 65)
– Em Dn 11. Fala de “Nabucodonosor, de Baltazar e de Dario, o Livro de Daniel se refere à opressão vivida pelo povo na época de Antíoco IV Epífanes. (GASS, p. 65)
– “A linguagem apocalíptica de Dn atribui a libertação exclusivamente a YHWH e a seu anjo 12,1”. (GASS, p. 66)
– “Parece que seus autores representam um grupo dissidente dos Macabeus, abandonando a luta armada e esperando a salvação do céu.” (GASS, p. 66)
– “A linguagem apocalíptica parece mais estimular um grupo que acredita que a vitória só será alcançada na medida em que haja engajamento na luta. Embora a libertação seja somente possível com a intervenção de Deus…” (GASS, p. 66)
– “Entre outras questões, como as contradições presentes no texto, o fato de o livro ter três línguas na redação final, nos leva a crer que é uma costura de várias histórias.” (GASS, p. 66)

Reflita e analise quarta parte:
– O que você achou dessas informações bíblicas?
– Quais informações te despertou mais atenção?

Vª parte
Recorremos novamente ao exegeta Ivo Storniolo
– Em Dn 5 acontece um banquete sacrílego
– “Os banquetes suntuosos são a marca registrada do apogeu dos impérios. É o caso do banquete para mil altos funcionários, dado por Baltazar, que historicamente era filho de Nabônides (5,1)” (STORNIOLO, p. 53)
– “No auge da festa e da embriagues são trazidos os cálices de ouro e de prata que Nabucodonosor tirara do Templo de Jerusalém. Começa o sacrilégio, que tem duplo aspecto: tais utensílios eram usados sacralmente no culto a Javé, e agora são usados numa festa profana; em segundo lugar, enquanto os convivas neles bebem, põem-se a louvar seus deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra.” (STORNIOLO, p. 53)
– Sacrilégio por profanar objetos sagrados e cultuar outros deuses com esses mesmos objetos.
– O alvo da conquista imperialistas era sempre o templo. Estes tinham a função de Tesouro Nacional.
– “Nabucodonosor de fato espoliou o Templo de Jerusalém, como vemos em 2 Reis 25,13-17” (STORNIOLO, p. 53)
– “Antíoco fez a mesma coisa, conforme nos relata 1Macabeus 1,20-24 e 2 Macabeus 5,15-16. O autor fala de Baltazar, mas visa Antíoco. (STORNIOLO, p. 53)
– O livro “Denuncia a ação perversa do imperialismo, que profana o que há de mais sagrado na vida de um povo: o culto a Deus.” (STORNIOLO, p. 53-54). Isto, para o luxo e a idolatria.
– O conquistador imperialista impõe sua religião aos dominados. Que neste caso resistem mantendo sua identidade religiosa.

Reflita e analise a quinta parte:
– O que você achou dessas informações bíblicas?
– Quais informações te despertou mais atenção?

VIª parte
– Em Dn 5,5-9 temos um julgamento misterioso. “Imediatamente é feito o julgamento, e a sala do banquete orgiástico se transforma em sala de tribunal. Aparece a misteriosa mão que faz alguns rabiscos na parede da sala. Essa mão sem corpo, que se move e escreve, é sinal da presença do Deus verdadeiro, em contrates, com os ídolos.” (STORNIOLO, p. 54). Os ídolos tem mãos, pés, por que são de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra. Mas as mãos destes não tocam, não escrevem. Independente aqui se ser um fenômeno parapsicológico, está mão a partir da fé é um sinal de Deus “Que o autor mantém o suspense até o fim, não informando o que foi escrito. O rei pressente a gravidade de tudo aquilo, fica aterrorizado e manda chamar seus assessores diretos – astrólogos, magos e adivinhos – e promete o manto com a cor régia, sinal de alto cargo político (1Macabeus 10,20), para quem decifrar os sinais.” (STORNIOLO, p. 54). Estes não conseguem decifrar…
– A Rainha lembra que somente uma pessoa é capaz de decifrar o escrito que é Daniel. Ele é levado ao palácio. O rei ao expor a situação lhe promete alto cargo político (manto). Daniel é profeta não por profissão, como alguns do palácio. Por isso, como autentico profeta não aceita a oferta do rei. Profetiza gratuitamente.
– “Baltazar deveria ter aprendido com o caso, e também se humilhar (5,22), ou seja, ‘reconhecer que Deus é soberano’ (4,23). Baltazar, em vez, cometeu o sacrilégio…” (STORNIOLO, p. 55).
– Como Baltazar “não soube reconhecer o Deus da vida e da história, Deus lhe mandou a sentença: ‘contado, pesado, dividido.’” (STORNIOLO, p. 55). Na origem as três palavras são provavelmente os nomes ou os sinais de três moedas.
– O autor do livro ou Daniel toma simbolicamente as três palavras fazendo uma leitura política da história imperialista.
– “Os dias do último rei da dinastia babilônica estão contados; Deus pesou, ou melhor, julgou o rei e ‘faltou peso’, isto é, encontrou a injustiça; por isso o império babilônico será tomado e divido entre os medos e os persas. Foi realmente o que aconteceu: Ciro, um general persa, aliou-se aos medos e tomou a Babilônia. Dessa forma o imperialismo babilônio chegou ao fim.” (STORNIOLO, p. 55-56).

Reflita e analise a sexta parte:
– O que você achou dessas informações bíblicas?
– Quais informações te despertou mais atenção?

VIIª parte
Neste artigo, dividido em partes, o que propus é vermos um caso de Ecto-colo-plasmia num trecho bíblico do livro de Daniel capitulo 5,1-6,1. E como sugeri na primeira parte que, portanto, o leitor deve ter lido esta passagem bíblica.

Da segunda a sexta parte dei informações sobre textos à luz da exegese bíblica. Então ficou claro que o texto não é histórico e sim ficção. Porém esta não tem o sentido pejorativo, como uma coisa simplesmente fantasiosa. Mas como algo profundo provindo de sua situação e contexto histórico, tendo um gênero literário próprio para denunciar certa situação de dominação imperial e de abuso religioso cometido pelos dominantes imperialista e no abuso de poder e luxo cometeram sacrilégio.

É claro que as explicações não tem a pretensão de esgotar o assunto. Muitas outras informações bíblicas existem. Aqui no artigo também não deixa de ser um resumo.

Ecto-colo-plasmia citada no livro de Dn 5,5
– O autor do livro ou os autores, pois até a redação final passou por muitas pessoas, não tinham conhecimento de parapsicologia como se tem hoje. Mas o fenômeno, o que é o mais importante, fica claro que já existia. Mesmo sendo ficção, esta se refere a um fenômeno existente.
– Em Dn 5,5 diz: De repente, apareceram dedos de mão humana que se puseram a escrever, por detrás do lampadário, sobre o estuque da parede do palácio real, e o rei viu a palma da mão que escrevia.
– No capitulo 5, versículo 6 diz: Então o rei mudou de cor, seus pensamentos se turbaram, as juntas dos seus membros se relaxaram e seus joelhos puseram-se a bater um contra o outro.
– No versículo 6 fica claro o que acontece ainda hoje, fenômenos não muito normal, mas fora do normal (parapsicológico) deixam as pessoas assustadas. A pessoa muda de cor como aconteceu com o rei. O rei apavorado quer uma explicação. Vai buscar naqueles que julgam ser os entendidos da matéria na época: astrólogos, magos e adivinhos. Pessoas de alta confiança e que seriam recompensadas politicamente. Mas estes não conseguem explicar. A interpretação correta é dada do Daniel. Uma interpretação de fé. Aqui não se trata de explicação cientifica do fato dado pelo profeta.
– Ver a partir de uma visão de fé um fenômeno deste ou mesmo qualquer outro, sendo um fenômeno parapsicológico ou não, neste caso parapsicológico, o profeta o interpreta como sinal de Deus. Interpretação comum na sagrada escritura.
– Sobre Ectoplasmia e Ecto-colo-plasmia. Tenho artigos já publicados no Site Emana & Parapsicologia, que você pode conferir.
– Fica claro que na época a ecto-colo-plasmia era possível. Já acontecia. Fica clara também que não era rara, pois havia os especialistas da sua interpretação.

Conclusão
Mesmo sendo um artigo longo por um lado, tanto assim dividido em sete partes, por outro lado a explicação é bem resumida. Mas creio que o mais importante o leitor deve ter compreendido que a ecto-colo-plasmia já existia em tempo bem antigos e registrado na sagrada escritura. Logico não com pretensões cientificas de explicação. Mas já existia. Como outros fenômenos parapsicológicos também.

Como neste trecho bíblico analisado serviu de sinal, a partir de uma interpretação de fé. Quando as pessoas manifestam estes fenômenos hoje, como podemos interpreta-los? Será que aqueles que estão desenvolvendo o fenômeno não estão dizendo alguma coisa. E normalmente sem consciência que estão desenvolvendo. Por que os desenvolve? Simplesmente por que é um potencial mental? Com certeza o que não conseguem falar conscientemente quando em conflito se expressa deste modo. Isto descartando os truques. Por que neles não há autenticidade da ecto-colo-plasmia.
O importante que o fenômeno existe. Desencadeado pela pessoa humana. Daí a tarefa da parapsicologia de estuda-lo.

Pe. Emanuel Cordeiro Costa
Parapsicólogo Clinico
ABPSIG – Registro 409

Referência Bibliográfica
BIBLIA DE JERUSALÉM. Editora Paulus. SP. 2002.
STORNIOLO, Ivo. Como ler o livro de Daniel – Reino de Deus x imperialismo (Da Série “Como ler a Bíblia”). 4ª edição, Editora Paulus, São Paulo – SP, 1994. P. 52-57
BORTOLINI, Pe. José. Roteiros Homiléticos – Anos A, B e C Festas e Solenidades. 4ª edição, Editora Paulus, São Paulo – SP, 2008. P. 483
GASS, Ildo Bohn (org.) CEBI. Uma Introdução à Bíblia (6) Período grego e vida de Jesus – 2ª edição, Editora Paulus, São Paulo – SP, 2011. P. 64-66.

 

 

LEIA TAMBÉM

    cat