Seja Bem-vindo, 07 de agosto de 2020

Seja Bem-vindo
07 de agosto de 2020

“Cada um por si, Deus por todos.”

19 de julho de 2020   .    Padre Emanuel Artigos
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(Texto de Pe. Emanuel Cordeiro Costa com Certificado de Registro de Averbação na Fundação Biblioteca Nacional – EDA – Nº 548.222 – livro 1044 – folha 45)

Que expressão egoísta é esta acima (tema) e justificada erroneamente em nome de Deus.

Nossa sociedade capitalista, desigual, adora levar as pessoas pensarem e agirem assim. Por isso, muitos trabalhadores ao invés de sentir que a força está na união da categoria, vão em direção contrária, vivendo a ideologia que esta frase tenta reproduzir. Muitos trabalhadores e trabalhadoras não vão à luta preferindo sozinhos pedir um aumento salarial isoladamente e uma vez que não conseguem, tenta resolver a questão fazendo horas-extras ou bicos em outras atividades. Sem falar nos mais alienados e acomodados, principalmente, quando a categoria está em luta, ficam quietos em casa e reclamam dos que lutam, vendo a liderança e o sindicato como coisa fora deles e dizem: o que vocês conseguiram com a greve? Como se a luta não fosse deles. Como se os companheiros de categoria fossem culpados por resultados negativos, quando o ponto mais negativo é a acomodação e alienação em que vivem.

Deus realmente é por todos. Mas nos ensinou que somos seus filhos. E se não ajudarmos os outros, não merecemos a filiação divina. Falar Deus por todos como se Deus não cobrasse de nós sermos para o outro, irmão, é um erro. Quando Jesus multiplicou os pães não foi para si e só para o seu grupo. Mas para uma multidão. E os discípulos distribuíram os pães sendo envolvidos com a partilha e ajuda aos irmãos. Na oração do Pai nosso, rezemos pedindo o pão nosso e não o pão para mim isoladamente.

Usar o nome de Deus em ditados populares e provérbios para justificar a acomodação e egoísmo é tomar o nome de Deus em vão desrespeitando-o e não sendo fiéis ao ensinamento de Jesus.

Procurar aceitar os ensinamentos de Jesus e vivê-los não nos levará a dizer mais” cada um por si”, mas cada um vivendo na solidariedade, na fraternidade, na partilha. Não vamos instrumentalizar o nome de Deus para justificar erros grosseiros, mas com a nossa vida de compromisso com evangelho afirmar que verdadeiramente Deus é para todos e procuramos honrar o seu nome vivendo como seus filhos.

 

Artigo de: Pe. Emanuel Cordeiro Costa