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Caminhos de Existência

08 de setembro de 2023   .    Espiritualidade
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Todos desejam trilhar o caminho da felicidade. Até hoje não se conseguiu nenhum Sistema de Posicionamento Global (SPG) para orientar-nos por esse caminho. Ninguém tem o segredo. As religiões, os filósofos, os sábios apresentam coordenadas diferentes. Mais fácil parece indicar-lhe os óbices. Talvez a maior fonte de infelicidade esteja na fugacidade dos momentos de felicidade, na incapacidade de controlarmos a decadência do próprio corpo, que caminha para a morte. Abatem sobre nós desgraças físicas e espirituais, culpa pelos erros, depressão, a insaciabilidade do prazer, dificuldades nas relações afetivas com as pessoas. Fracassos das expectativas, o peso do trabalho, a frustração do desemprego e tantas outras situações.

Que fazer para encontrar o caminho da felicidade? Uns pensam encontrá-lo na satisfação dos instintos e sentidos. A felicidade epidérmica. Outros apontam as atividades espirituais, já que é a parte mais elevada do ser humano. Há aqueles que consideram o desejo fonte última da infelicidade. Então nos caba trabalhar os desejos até silenciá-los. Quando o conseguirmos, teremos a felicidade do silêncio.

Pessoas realistas julgam que seremos felizes se nos contentarmos com o que temos e podemos concretamente. Aproveitemos e gozemos das pequenas alegrias do cotidiano e esqueçamos o futuro. Vale o presente. Só nele se é feliz.

Os místicos apontam o mergulho no infinito mistério de Deus. Imersos nele, gozaremos as alegrias maravilhosas de seu amor. Ninguém como são João da Cruz exprimiu tão bem tal experiência. E, na mesma linha espiritual, Jesus, levando a tradição bíblica à sua última perfeição, traduz o caminho da felicidade, como amor a Deus e aos irmãos. Há mais felicidade em dar que receber.

 
Texto Publicado no final do folheto O Domingo do dia 24 Dezembro de 2011 de J.B. Libânio, Sj